Portes grátis acima de 50€ (PT Continental)

Blog

Amêndoa com pele

Quantos frutos secos comer por dia? A conta certa

É a pergunta que mais nos fazem ao balcão, e quase sempre pela mesma ordem: primeiro “são saudáveis, não são?”, e logo a seguir “mas quantos posso comer?”.

A resposta curta cabe numa linha: cerca de 30 gramas por dia, que é aquilo que cabe na mão fechada de um adulto. A resposta longa — quantas amêndoas são 30 gramas, se isso engorda, quanto custa por dia e o que muda quando é fruta desidratada em vez de fruto seco — é o resto deste artigo.

30 gramas. Mas 30 gramas são quantos?

“Um punhado” é uma medida simpática e completamente inútil quando se está a olhar para um saco de um quilo. Por isso fomos pesar.

Produto30 g são, mais ou menosNotas
Amêndoa com pelecerca de 20 amêndoasa porção mais fácil de contar
Miolo de noz em quartoscerca de 20 quartosé assim que o vendemos
Cajú naturalcerca de 16 unidades
Miolo de avelãcerca de 18 avelãs
Pistácio com cascacerca de 20se for só o miolo, dá bastante mais
Amendoimcerca de 30 grãos
Miolo de girassol2 colheres de sopanão se conta à unidade
Tâmara Medjool1 tâmara e meiacada uma pesa cerca de 20 g
Passas2 colheres de sopa

Estes números são propositadamente por baixo. O calibre varia de lote para lote, e mais vale ficar um pouco aquém do que passar sem dar por isso.

Repare na diferença: 30 g de amendoim são umas trinta unidades; 30 g de tâmara são uma e meia. O mesmo peso, vinte vezes mais unidades. Quem conta à unidade engana-se sempre; quem pesa uma vez, aprende a medida da sua própria mão para o resto da vida.

Tabela: 30 gramas de frutos secos são cerca de 20 amêndoas, 20 quartos de noz, 16 cajús ou 1 tâmara e meia
Guarde esta tabela — 30 g é a porção de um dia.

O truque que damos a quem compra ao quilo: pese 30 g uma única vez, veja como fica na sua mão, e nunca mais precisa da balança.

Porquê 30 gramas e não mais

Trinta gramas é a porção que aparece na generalidade das recomendações alimentares e é também a quantidade usada nos estudos sobre frutos secos. Não é um número mágico — é um equilíbrio.

Os frutos secos são, na sua maior parte, gordura: uma noz tem cerca de 61 g de gordura por cada 100 g, uma amêndoa cerca de 58 g. É gordura insaturada, do tipo que a alimentação mediterrânica sempre teve, mas continua a ser gordura, e gordura é a coisa mais calórica que existe num alimento.

Na prática, 30 g de frutos secos andam entre as 170 e as 200 calorias. É um lanche a sério, não é uma guarnição. Meio quilo comido em frente à televisão é outra coisa completamente diferente — e toda a gente já lá esteve.

Uma nota sobre a noz, em concreto: existe uma alegação de saúde autorizada na União Europeia segundo a qual 30 g de nozes por dia contribuem para melhorar a elasticidade dos vasos sanguíneos. É das poucas alegações aprovadas nesta família de alimentos, e repare que a quantidade indicada é exatamente essa: 30 gramas.

“Mas engordam?”

Vamos ser honestos, porque é a pergunta a sério por trás de todas as outras.

Um alimento não engorda nem emagrece sozinho — o que conta é o total do dia. Trinta gramas de amêndoas dentro de uma alimentação equilibrada não fazem mal a ninguém. Duzentas gramas por dia, a somar a tudo o resto, são mais de mil calorias que não estavam lá.

A diferença dos frutos secos está noutra coisa: saciam. Têm gordura, proteína e fibra, que é a combinação que mais demora a digerir. Um punhado às cinco da tarde costuma resolver a fome até ao jantar melhor do que um pacote de bolachas com o mesmo número de calorias.

O erro clássico não é comer frutos secos — é comê-los diretamente do saco de um quilo. Nesse formato ninguém repara na quantidade. Ponha a porção num pratinho e feche o saco.

Um quilo dura mais de um mês

Esta conta quase nunca se faz, e é a que costuma surpreender mais as pessoas: se a porção são 30 g, um quilo dá 33 porções. Trinta e três dias de lanche, um por dia, sem falhar.

Posto assim, um saco de um quilo deixa de parecer muito. É pouco mais do que um mês.

E é por isto que insistimos no granel: comprar 250 g de cada vez sai sempre mais caro ao quilo e obriga a ir comprar quatro vezes mais vezes. Um saco grande entra em casa uma vez por mês e resolve o assunto.

O preço varia bastante de produto para produto — o miolo de girassol e as passas são dos mais em conta da loja; o mix, a noz e o alperce são dos mais caros. Escolher o que se come todos os dias também é uma escolha de orçamento. Ver os preços na loja →

Fruto seco e fruta desidratada não são a mesma coisa

Isto é a confusão mais comum de todas, e tem consequências.

  • Frutos secos — amêndoa, noz, cajú, avelã, pistácio, amendoim. Gordura, proteína, fibra. Pouco açúcar.
  • Fruta desidratada — tâmara, passa, figo, alperce, ananás. É fruta a que se tirou a água, e ao tirar a água concentra-se o açúcar que lá estava.

Não há aqui nenhum vilão: uma tâmara é fruta, não é um rebuçado. Mas 100 g de tâmaras têm muito mais açúcar do que 100 g de amêndoas, e por isso a porção sensata é mais pequena — uma a duas tâmaras Medjool, e não um punhado cheio.

Onde a fruta desidratada brilha mesmo é como substituto do açúcar: uma tâmara desfeita adoça um batido ou uma papa de aveia sem se juntar açúcar nenhum.

Quando comer

Não há hora certa, mas há horas em que funciona melhor:

  • A meio da manhã ou às cinco da tarde — é o uso mais óbvio e o que evita o assalto ao armário antes do jantar.
  • Antes de exercício — a fruta desidratada dá energia rápida; os frutos secos, mais lenta.
  • Ao pequeno-almoço — uma colher de sopa de sementes ou noz partida no iogurte ou na aveia.
  • Em vez de sobremesa — uma tâmara com noz lá dentro resolve a vontade de doce.

O que não recomendamos é ao jantar tardio, em quantidade: são calóricos e demoram a digerir.

Casos em que a conta muda

  • Crianças — comem menos porque são mais pequenas. Meio punhado da mão delas chega. E há um cuidado que não se dispensa: frutos secos inteiros não se dão a crianças com menos de 4 anos, pelo risco de engasgamento. Para os mais pequenos, moídos ou em manteiga de fruto seco. Falamos disso em detalhe no artigo Frutos secos na lancheira.
  • Quem faz desporto — precisa de mais energia; dois punhados por dia são perfeitamente razoáveis.
  • Alergias — a alergia a frutos secos é das mais frequentes e das mais graves. Se existe na família, o assunto discute-se com o médico e não com um artigo de blogue.
  • Se tem alguma doença, toma medicação ou está grávida — as recomendações gerais servem para a generalidade das pessoas. O seu caso é seu: fale com o seu médico ou nutricionista.

Perguntas rápidas

Torrados ou naturais? Nutricionalmente, muito perto. A diferença está no sal e no óleo que alguns levam. Naturais, controla o senhor o que lá vai.

Com pele ou sem pele? Com pele tem mais fibra. Sem pele é mais macia e melhor para bolos e para as crianças. Nenhuma escolha é errada.

Posso comer todos os dias? Sim — é precisamente assim que fazem sentido. É a rotina que conta, não o dia solto.

Faz diferença variar? Faz. Cada fruto seco tem o seu perfil, e por isso é que existem os mixes: variedade sem ter de comprar cinco sacos.

Quanto tempo duram em casa depois de abertos? Depende de onde os guardar — e a maior parte das pessoas guarda-os mal. Explicámos tudo no artigo Como conservar frutos secos em casa, incluindo porque é que o frigorífico não é a solução que toda a gente pensa que é.

Em resumo

  • 30 g por dia — o que cabe na mão fechada.
  • Pese uma vez para aprender a medida; depois é a olho.
  • Fruta desidratada tem mais açúcar — porção mais pequena.
  • Um quilo dura 33 dias — pouco mais de um mês de lanches.
  • Tire a porção do saco e feche o saco. É metade do trabalho.

No Centro dos Sabores vendemos tudo a granel, na quantidade que quiser — desde 250 g até ao quilo. Ver a loja →

Este artigo é informação geral sobre alimentação e não substitui o aconselhamento de um profissional de saúde.

Post a Comment